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"O Homem enquanto sonha, é um gênio" Akira Kurosawa
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original" A. Einstein
sábado, 14 de maio de 2011
Para quem ainda está com dúvidas em matemática
Bem, para quem está com dúvidas em matemática elementar, aconselho fortemente que acessem o seguinte link:
http://www.vestibulandia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=44
São videos excelentes e muito claros.
Até mais
sexta-feira, 6 de maio de 2011
INSCRIÇÕES VESTIBULARES 2012
http://www.vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/04/26/fuvest-unesp-unicamp-unifesp-ita-e-puc-divulgam-calendario-unificado-para-vestibular-2012.jhtm
Unesp abre inscrições do vestibular 2011 de inverno; são oferecidas 510 vagas
http://www.vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/05/02/unesp-abre-inscricoes-do-vestibular-2011-de-inverno-sao-oferecidas-510-vagas.jhtm
TODAS AS DATAS
http://www.vestibular.brasilescola.com/agenda/
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Bactérias Arsênicas
Aqui está o link de um site que vocês podem entrar e baixar os arquivos que comentamos em sala: o artigo original publicado pela Science Express (em inglês) e um artigo publicado pela Scientific American brasileira, que é na verdade um comentário crítico sobre o assunto, que vale a pena ler.
http://antunescmpa.blogspot.com/2011/03/bacterias-arsenicas.html
Caso não dê para vocês baixarem os arquivos me avisem que tentamos uma outra maneira.
Um grande abraço a todos e até mais.
Adriessa
domingo, 24 de abril de 2011
'Pai do CD' morre em Tóquio aos 81 anos
http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/04/23/pai-do-cd-morre-em-toquio-aos-81-anos.jhtm
O ex-presidente da Sony, Norio Ohga, apelidado de "pai do CD" por ser creditado como o responsável pelo desenvolvimento e a popularização do disco digital, morreu neste sábado aos 81 na capital do Japão, Tóquio, de acordo com a empresa.
Ohga, que presidiu a Sony entre 1982 e 95, morreu de falência múltipla dos órgãos. Ele ainda atuava como conselheiro da empresa.
Em 1953, ele foi recrutado pelos fundadores da Sony enquanto estudava para se tornar cantor lírico. Na época, os empresários ficaram impressionados com o conhecimento de Ohga em termos de som e engenharia elétrica.
Ele se tornou um dos poucos japoneses executivos antes dos 40 anos de idade e assumiu o cargo de presidente da CBS Sony Records (agora Sony Music Entertainment) na década de 70.
Beethoven
Ohga reconheceu logo o potencial do CD e liderou as iniciativas para o seu desenvolvimento.
Ele pressionou pelo estabelecimento de um disco de 12 cm de diâmetro que pudesse acomodar 75 minutos de música, para que contivesse toda a Nona Sinfonia de Beethoven.
A Sony começou a comercializar CDs em 1982 e, cinco anos depois, o formato batia o LP em vendas no Japão.
Suas especificações moldaram outros formatos como o mini-disc e o DVD. Ele também levou a Sony ao ramo de games, com o desenvolvimento da Playstation.
Ele acumulava ainda o cargo de diretor da Orquestra Filarmônica de Tóquio e regia os músicos uma vez ao ano.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Um artigo para o feriado
O ano de 2011 proporcionou uma grata surpresa para os brasileiros, a junção de dois importantes feriados, o dia de Tiradentes e a Sexta-feira Santa. Para muitos, uma grande oportunidade de ir para o litoral e passar quatro dias aproveitando as belezas naturais de nosso país, sem ao menos saber o porquê do descanso. Entretanto, a gratidão da surpresa vem do fato de reunir sob um único feriado duas figuras que estão intimamente ligadas ao imaginário brasileiro.
A figura de Tiradentes é um tanto quanto emblemática para os historiadores. Um ilustre desconhecido, tido como o mártir da Independência, morto por ter lutado por uma sociedade livre, citado por políticos que se condecoram sobre as mesmas pedras das Minas Gerais que testemunharam seus passos, uma construção histórica que ainda não faz muito sentido para todos os brasileiros.
Historicamente falando, Joaquim José da Silva Xavier esteve envolvido no movimento denominado como Inconfidência ou Conjuração Mineira de 1789. Composto pela elite mineira endividada, oprimida pelos impostos portugueses, objetivava cortar os laços com a Metrópole, para se livrar das dívidas que corroíam a riqueza do grupo. Influenciados pelos ideais iluministas e pela Independência dos EUA, queriam a formação de uma república liberal-burguesa que tivesse como capital a cidade de São João Del-Rei, a criação de uma universidade
O fim da história todos conhecem (ou pelo menos deveriam conhecer). Após alguns inconfidentes denunciarem o movimento às autoridades portuguesas, foi desmantelado antes mesmo de ser posto
De mero coadjuvante à protagonista passou-se mais de um século. A memória de Tiradentes foi resgatada pelos republicanos que ansiavam legitimar o regime como uma luta de muitos anos contra a opressão da monarquia portuguesa, que ainda estava presente no Brasil até 1889, ano da proclamação da República (curiosamente um século depois a Inconfidência Mineira). A figura do mártir da Independência começou a ser desenhada para servir aos objetivos da classe dominante e para incluir o povo no processo nada popular da República Brasileira. Um pobre, de baixa patente militar, que morreu heroicamente lutando pelo ideal de uma república de liberdade. Simplesmente perfeito! Contudo, depois de décadas de esquecimento sua imagem teve que ser reconstruída (ou melhor, construída, já que ninguém se lembrava de quem seria esse homem). Daí entra a figura do segundo personagem do nosso feriado.
A associação da figura de Tiradentes com a de Jesus Cristo não é mera coincidência. Ambos queriam uma sociedade melhor, foram traídos por seus companheiros e acabaram mortos pelos seus ideais, sendo esquecidos durante um tempo, para voltarem triunfantes para a História. O sacrifício de Tiradentes pela República e o esquecimento de cem anos a que foi relegado, foi associado com o próprio sacrifício do Cristo na cruz e os três dias em que passou dentro da sepultura (guardadas as devidas proporções cronológicas e ideológicas).
Ambas as figuras também careciam de representação. Por ser um homem pobre, sem recursos (assim como o próprio Cristo), Tiradentes não possui nenhum retrato fiel. O esforço imaginativo dos republicanos é que deu um rosto ao nosso protagonista: longas barbas e longos cabelos, como mostra o monumento da Praça da Estação Ferroviária
Nele podemos ver um Tiradentes corajoso, de peito aberto para a morte (assim como o Cristo morto de braços abertos), o olhar projetado ao horizonte, a cabeça erguida, sendo mais alto que o padre que o exorta (ironicamente segurando a imagem do martírio de Cristo), que o militar que põe a corda em seu pescoço e do escravo que a segura. Uma pomba aproxima-se do lado esquerdo da cena, a representação dupla da paz e do Espírito Santo que parece que irá pairar sobre a cabeça do enforcado assim que a corda for puxada (com certa incoerência histórica, pois não era dessa forma que os enforcados eram mortos). Estes elementos são comuns a qualquer pessoa católica, como a maioria das pessoas da época, e sedimentaram-se no imaginário brasileiro por meio dos livros didáticos, monumentos e representações artísticas posteriores. Eis a ironia deste feriado, reunir sob a mesma data duas figuras que estão fortemente atreladas, mesmo que separadas por quase 19 séculos e vivendo sob circunstâncias completamente diferentes.
A representação de Tiradentes nos faz refletir como as construções históricas estão presentes em nossa vida e a forma que elas podem ser utilizadas para atender a objetivos que tem pouca relação com o que ocorreu de verdade. Tudo isto está escondido sob as estampas dos livros didáticos, as pompas dos monumentos históricos e as superficialidades das matérias jornalísticas, que passam por cima da História, romantizando um herói que simplesmente não existe com o heroísmo que é representado. Tomara que possamos aproveitar o tempo de descanso para repensar o que vemos e o que lemos e quem sabe compreender ao menos o significado verdadeiro de nosso feriado (ou mais ambiciosamente, da própria História brasileira)!
Autor: Felipe C. Nascimento
